Espaço-tempo

Poetizo o espaço não sou feito de aço mas sei que o que faço é tentar me livrar dos sapatos com certeza nasci para andar mas descalço. Poetizo o tempo o momento a cada instante um velho tormento morre e estou mais presente em cada arrepio a pele me sente. Felipe Abras

Espelho

Ei, você que se acha esperto Mas se esquece do interno A separação é uma grande ilusão. Se o outro te incomoda Perceba-se! Vire a roda, talvez Mereça-se um piscar de atenção Saia do chão do julgamento Eleve-se à observação Dos seus pensamentos Diante de todos os tormentos O que te irrita, talvez É se … Continue lendo Espelho

Ópio vacilante

Leituras amenas disfarçam, pequenas o gigantismo das intenções simples, crianças atentas aos menores detalhes da vida, o emaranhado uma colcha de retalhos costurada em goles inconscientes do veneno social do caralho perpetrado às escuras mas alcança alturas sobre humanas desumanas, quiçá aniquilantes o ópio vacilante que não nos alcança o Todo mas nos limita em … Continue lendo Ópio vacilante

Fodida mente

Tem hora que fico afim de escrever mas nem sempre sei o que. Tento escrever sobre um devaneio já me perco antes do meio. Tento escrever sobre uma paixão paro, penso e perco o chão. Tento escrever sobre política e me lembro de verdades fatídicas. Tento escrever sobre economia e me lembro de vidas vazias. … Continue lendo Fodida mente

Ano novo

O ano é novo O novo são segundos Criados com maestria O novo é o presente Que criamos A cada novo dia. Nova hora Novas portas Embora, algumas chaves Escondam-se mortas. O novo são momentos Em que aprendemos os tormentos Para criar um novo dia, O ano é novo Quando percebemos Que somos nossos guias … Continue lendo Ano novo