Carnaval

mais uma vez carnaval. veio e foi igual vendaval. do meu equilíbrio, fez excesso e me lambuzei. como, senhor, eu gostei. e gosto... dos gostos sabores amores por onde passei... não me enclausurei. os cheiros as peles as penas e lembranças moram no peito e pra Terra, me entrego. completo inteiro e certo de que … Continue lendo Carnaval

Perdão

Nas mãos vejo mapas. predisposições a reações escritas em passados. em muito era maltratado, parte de um jogo emocional... perdido... logrado em trocas defasadas por um amor cobrado. não sentido. imaginado. limites não impostos que portas fecharam. dentro. no peito, dilacerado. só queria amor, ganhava exageros incompreensões. individualizadas intenções. pra um tem noção. em dois, … Continue lendo Perdão

Onde eu me encontro?

o barulho escuto lá fora é o grito geme aqui dentro a loucura enxergo lá fora é a procura arde aqui dentro o mal condeno lá fora é a faca me corto aqui dentro felicidade buscam lá fora eu me rasgo pra achar aqui dentro tortura sofrem lá fora eu me imputo sofro aqui dentro … Continue lendo Onde eu me encontro?

Geometria

lápis borracha papel círculos triângulos quadrados a realidade a dimensão geometrias, em dispersão números úteros parem mundos e submundos passo a passo cibernético ilusão imagético. Felipe Abras

Desalento

As palavras tentam me sair sou eu que me saio perscruto exteriores almejando interiores bato a cabeça em maus amores julgamentos baseados em dores sou eu ou sou ele? eles vocês nós quem somos? vestígios de guerras pós ou martírios quimeras nós? penso penso penso quando percebo estou desatento ao que estou: ausente presente na … Continue lendo Desalento

Espaço-tempo

Poetizo o espaço não sou feito de aço mas sei que o que faço é tentar me livrar dos sapatos com certeza nasci para andar mas descalço. Poetizo o tempo o momento a cada instante um velho tormento morre e estou mais presente em cada arrepio a pele me sente. Felipe Abras

Desconstrução

O corpo é fluido a pele é pena a memória é até pequena mas do intuito, eu me lembro: é desconstrução de emoções, que alguns membros arrancaram e me relegaram à separação. hoje, desconstruído olho-me o umbigo e me equilibro a razão ela não manda mais apesar de ainda tentar afogar minha paz. Felipe Abras