Espaço-tempo

Poetizo o espaço não sou feito de aço mas sei que o que faço é tentar me livrar dos sapatos com certeza nasci para andar mas descalço. Poetizo o tempo o momento a cada instante um velho tormento morre e estou mais presente em cada arrepio a pele me sente. Felipe Abras

Desconstrução

O corpo é fluido a pele é pena a memória é até pequena mas do intuito, eu me lembro: é desconstrução de emoções, que alguns membros arrancaram e me relegaram à separação. hoje, desconstruído olho-me o umbigo e me equilibro a razão ela não manda mais apesar de ainda tentar afogar minha paz. Felipe Abras

fogo

O fogo queima se a pele teima em repetir o passado o conforto sempre vivido agora, assado morto e enterrado. a natureza não é dual ela faz seu dever sem julgar ou temer o que está pela frente não importa o que a gente tente vai queimar se estiver na hora de ir e a … Continue lendo fogo

“O outro em si”

No último domingo, 27/08/2017, eu tive o prazer de assistir ao espetáculo "o outro em si", da Cia Sesc de Dança. Desse momento inenarrável, nasceu o poema: Ele se perdeu andou andou andou e se perdeu em tudo que se envaideceu ele se buscava em todas as portas que escancarava entrava saia os pormenores, media … Continue lendo “O outro em si”

Poesia, magia ou ciência?

Será poesia Magia Ou pura ciência? A busca é constante Qual seja a via. Se por uma lente Eu busco expandir Talvez com as palavras O objetivo há de vir. O fixo é maleável Às vezes, insuportável. Se uma teoria me diz Alguém que o quis Dizer para um fato Seu próprio encargo. Na pele, … Continue lendo Poesia, magia ou ciência?

Crença Indivíduo

A pele me força o andar ardem as queimaduras do passado e a constante busca pelo preenchimento do vazio faz-me morrer o paraíso (o fluxo inerente ao sorrir) que aqui, mora, e agora resta-me reconstituir os cortes e a sorte de ser quem eu também sou quando da estática crença indivíduo eu me afasto e … Continue lendo Crença Indivíduo

Flagelo

Destino à Verdade tudo que há Crente de que a palavra subjaz A intenção pura que a divindade traz. Ludibrio o tempo e o fluxo que há Navega minha pele em tons sobre tons De estórias bifurcadas em redes neuronais Das mais mesmas coisas de sempre. Estranho ao normal, toco peles inconstantes Fogo ameno fago … Continue lendo Flagelo