Escravos

perdeu-se o sentido
houve alguma vez?
a vítima se apaixona pelo estuprador
a dor
sentida
chorada
gemida
grita as reticências da repetição,
sem lamentação
muitos imploram o estupro
da dignidade
imploram a regência da morte
da liberdade
retorno ao fanatismo extremo
dos que não se conhecem
permanecem, submersos em predileções
perdidos em negações
amputações
internalizadas como identificações.
E são assim opressores deles mesmos
cercados por conveniências febris
ditadores de preconceitos
sofredores cegos do que são
repetem a história
a opressão.
Pior
eles são nós mesmos
cegos ainda repetimos
a mesma ladainha segregante
o lamento incessante
dos que brigam sem saber o que são
ideias? formas? estruturas?
conceitos? preconceitos? consciência?
quem é melhor que quem? existe este alguém?
onde se encontra o vazio entre as diferenças
quando nos encontramos no infinito?
o que ainda somos?
conjunto de cromossomos
transcritos em restritos finitos,
o antigo ainda gritante
de nos acreditarmos indivíduos,
sofremos o fogo ardente
no paraíso
sofremos as marcas passadas
no presente
sofremos os ares respirados
tão ausentes.
Onde está a presença?
Onde está a demência de
viajar universos internos antes
de se identificar com os externos?
Até quando repetição?
querem liberdade
gemem querendo tapas na cara
correias grades.
Prendam-me os culhões
e não me roguem ação.
Façam por mim ou veremos o fim!
Escravos
ainda querem ser dominados
gritam para que os negros
sejam afastados.
Ignorância em massa?
irritante cenário, mais uma vez
faz-me um otário, perco a lucidez
ao tentar decifrar os códigos
perdidos aqui dentro
que fazem meu externo
refletor do interno
ser tão miserável
ao ponto de por tudo
eu me sentir culpado.
Caralho!

Felipe Abras

 

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Saudações…

 

 

4 comentários em “Escravos

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  1. Cara, eu me identifico muito com sua história e sua escrita. Gratidão por escrever e usar seu lado criativo. Talvez você entenda quando eu falo que quando a gente se expressa de forma artística, na verdade é quase que uma psicografia, uma união entre nossas experiências e nossos conteúdos intelectuais e sensoriais com algo que vem de algum lugar diferente (invisível aos olhos). Grato por poder ler este site.

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