Indivíduo ou infinito?

Ei, quem é você?
não sei, estou sempre procurando
mas, de novo, eu acabei de me esquecer
do que sou, do que fui,
de tudo que me prende
o limite está na mente.
Olho o céu e me vejo
no chão. Na mão
o coração, engatinha a saída
o lançamento
de uma nova peça
em que a estreia
traz antigos amores
e traumas
que balançam a alma
e quase caio
em mim
quando numa dança
sem fim
eu me encontro entre dimensões
ora indivíduo
ora infinito
em que me acho em vários pontos
alguns até destoantes
mas se me esqueço um instante
conecto e compreendo
que sou, mas também não sou
e posso vir a ser
em cada canto que estou.

Felipe Abras

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