Flagelo

Destino à Verdade tudo que há
Crente de que a palavra subjaz
A intenção pura que a divindade traz.
Ludibrio o tempo e o fluxo que há
Navega minha pele em tons sobre tons
De estórias bifurcadas em redes neuronais
Das mais mesmas coisas de sempre.
Estranho ao normal, toco peles inconstantes
Fogo ameno fago bravo
Queima a superfície do raso e mostra suas asas
Já que tantos prantos são constantes.
Há muitas mentes conflitantes
Em pormenores duais da matéria:
Finita realidade,
Diversão de poucos
É finalidade.
A liberdade de voar o corpo dos mais sãos
Engatinha entre as paredes negras inebriantes
Da suposta insanidade plena de ser o que se quer.
Valores trocados amiúde
Detonam bombas psicológicas avassaladoras
Do prazer em prol do sofrer
O flagelo da culpa por simplesmente Ser.

Felipe Abras

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