Perdão

Olho-me
sinto-me poesia
destas assim que se vangloriam
são porque são
apesar das folhas, já mortas
que caem em grãos.
Sou poesia
vadia
feminina
mais homem que qualquer garanhão
enfeita os cabelos
pra ganhar mais pão
migalhas de um utópico amor
que range os dentes
sabendo as correntes
e o tanto demente
que faz seu quinhão.
Sou poesia
egoísta
falo de amor
mas só enxergo meu chão,
não me pise
ou me tire
a direção
que eu remonto as barreiras
da união
e sou poesia
de um fanfarrão
idiota
poliglota
em desculpas
por ser explosão.
Perdão!

Felipe Abras

 

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