Paraísos ideais

Algumas manhãs
quero o mundo
exatamente ao meu prazer:
Já não tenho fundo
não quero mais ter
que assistir ao sofrer.
Crio paraísos ideais
neles mergulho
em desejos bem reais
em todos vejo
felicidade tanta
que até pr’aquela anta
eu desejo muita paz.
Nestes rompantes egóicos
quero todos
como eu quero
numa perfeição surreal
planto em todos, um virtual
fora do “normal”
esqueço-me dos comensais
internos, integrantes da roda
e percebo minha repetição
em iludir-me a perfeição.

Felipe Abras

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