A insanidade da dualidade

Abro a janela, a lua grita:

“Pare de se controlar

Já é tarde demais

Lucidez pra quê? É vida!”

Seu brilho ainda tenta equalizar

As subdivisões da consciência,

“Divisões não há!

Conheça todos seus Eus

Multidimensionalidade é para ser amiga

Você é quem faz sua mente inimiga”.

Preto e branco é um só,

São interpretações devaneios,

Viagens ao limitado universo

Da ignorância dos que tentam

Simbolizar o indizível.

Escuto o silêncio abrir a boca

Não digo nada,

Mentalizo Tudo em notas musicais.

Cantos líricos regulam o ohm do paralelo

Se não for pra ser sincero,

Prefiro a morte ao amanhecer.

O que vejo não é segredo

Mas o que escondo

Até de mim

Não é diferente do você.

O que me diz a lua

É livro aberto,

Não há razão sair da rua

Pra berrar o pranto ao anoitecer.

Felipe Abras

9 comentários em “A insanidade da dualidade

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