Palavras

Palavras… Qual será a real função delas?
Pessoas falam, jornais falam, livros falam, televisão fala, outdoor fala e, na verdade, mais escondem do que realmente mostram congruências factuais. Fico intrigado ao perceber que a nossa forma de comunicação, entendida como muito eficiente, é a que mais falha. Se analisamos o indivíduo, é notória a divisão consciente e inconsciente. Ao falarmos, para conseguirmos entender nossa real essência, temos que vasculhar as cadeias lineares da linguagem em busca de irrupções do inconsciente. A verdade não está nua, crua e expressa nas palavras… e costumam voar, convenhamos. Da mesma forma, podemos entender os meios de comunicação que mais enganam que fidedignamente denotam a realidade – isso se considerarmos a matrix tridimensional uma realidade. Linguistas, analistas do discurso, fazem estudos com propagandas, jornais televisivos, impressos, revistas etc. e só descobrem que a mensagem é passada a gosto de quem a passa. Os que não buscam suas verdades e esperam que esta chegue até eles, ficam à mercê da mídia que planta um mundo como ela quer ou como quem comprou a notícia quer. Não é de se assustar que o que mais se vê por aí são desastres, violência, crises e morte. É a realidade perpetrada: medo! Agora, imaginem o que o medo, dentro de inconscientes desconhecidos, faz com uma população. Andamos nas ruas com medo do que pode acontecer: da bala perdida, da violência, do assalto, do roubo… Medo do outro. Medo de um semelhante que por ter crescido com medo se tornou o que é. Não são estes que mais precisam do nosso amor?
Não foi baseado em medo que se escravizaram e mataram os negros, os índios, os judeus, os tibetanos e tantos outros?
Não entendo as pessoas que reclamam de um governo corrupto, também fruto de medo, e não fazem nada para pararem de ser escravizadas às escuras por capitais ditadores de especulações financeiras que mais quebram o mundo que, harmonicamente, constroem um bem Universal. E assim, alguns criam suas realidades: baseados no medo.

                                                                      Felipe Abras

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