Batalhas internas

A Terra é nosso corpo. Ela nos nutre, nos sustenta e a usamos ao bel prazer dos que são ricos e querem, como tal, manterem-se no poder. Socialmente pervertidos, não sabemos mais controlar impulsos egoístas. Seguimos tratando o outro como se não nos fosse semelhante. Felizmente, a versatilidade da vida não deixa que percamos a densidade sentimental inerente, mas neste palco só se faz teatro. Brincamos de personagens que se entendem, mas muito que há: desentendimentos, desavenças, tiro e confusão. Pior, é tudo por mera falta de autoconhecimento. Falta tal que usamos para nos eximirmos da culpa que imputamos, quase sempre, ao outro. Consideramo-nos profundos conhecedores do mundo em que vivemos, mas mal sabemos a luz que nos habita.

Somos alienados de nós mesmos. Presos em carcaças psicológicas que não mais disfarçam tanta indignação.

Países lutam por poder, por egoísmo, por dinheiro, por luxo… e isso importa mesmo? Desculpam-se por intervenção pacífica. Como assim? Petróleo? Trabalho escravo? Corrupção? Racismo? Agrotóxicos? Falta de água? Vergonha!

Batalhas, agora também virtuais, assim como a especulação econômica, são travadas e expostas pela mídia 24 horas por dia. Só o que transmitem: medo. Todas as nuances são de medo. O amor foi relegado a frenesis literários. Ah, eu to fora! Minhas batalhas são internas.

Felipe Abras

4 comentários em “Batalhas internas

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