Vazio

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Visto-me do  vazio
Encaro todo riso
Enamorado pelo ludismo
De ser um com meu caos.

Quando penso que consigo
É só pra ser ouvido
Por meu ser mais mortal
Que faz da hora o meu punhal.

Um relógio grita aqui dentro
Certo de que há um centro
Para tanta energia
Que quer sair por alguma via.

Acho melhor eu escrever
Pra depois não ter que me reaver
Com minha insana ansiedade
Que desfaz a paz em corporeidade.

Visto-me do vazio
Para tentar entender
Toda a confusão
Que vivo em profusão.

Dos meus poros engatinho
Tentando novo ninho
Quem sabe se há vazão
Eu consiga a mansidão.

Quem sabe eu me redimo
Por tantas tortas vidas
Não ainda sentidas
Por todo meu coração.

Acho melhor eu escrever
Pra depois não ter que repetir
Tudo que arde aqui,
Perto do mais longe
Do que eu fiz de mim.

Visto-me do vazio
O grande caos a saltitar
Todas as impermanências
Que explodem pelo ar.

Minha roupa é nua
Se não apraz o meu cantar
Por toda a sinceridade
Que dá Luz à novidade,
Prefiro lá do alto me atirar
A ter que me sufocar
Com toda pedra que eu pisar.


Felipe Abras

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Saudações…

I dress myself with emptiness
Facing every smile
In love with the luddism
Of being one with my chaos.
.
When I think I can
It is just to be heard
By my most mortal being
That makes time my dagger.
.
A clock shouts inside
Certain there’s a center
For so much energy
That wants to leak out somehow.
.
I’d better write
So that I don’t have to recover
My insane anxiety
That undo peace in corporeity.
.
I dress myself with emptiness
To try to understand
All the confusion
I live in profusion.
.
From my pores I crawl
Trying new nest
Who knows if there’s flow rate
I can get meekness.
.
Who knows I redeem myself
For so many crooked lives
Not yet felt
By my crooked heart.
.
I’d better write
So after, I don’t don’t have to repeat
All that burns inside,
Near the furthest
Of what I made of myself.
.
I dress myself with emptiness
A great chaos jumping in and out
All the impermanences
Exploding through the air.
.
My clothe is naked
If it doesn’t satisfy my singing
For all the sincerity
That brings light to the new
I’d rather jump from up there
Than suffocating
With every stone I step.
.
.
Felipe Abras

 

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